Discussion on Violence and Public Safety
You stated, uh, that violence is fought with
force, fought with intelligence and,
in your words, if necessary, with even more violence
still.
Even more violence, candidate.
Uh, how do you think the
Brazilians living in these communities
controlled by drug traffickers,
who, who are victims of these
all- too- frequent shootouts,
how do they receive a statement like
yours?
With even more violence, which I did say,
yes, what you said there.
Uh, if the criminal over there
is firing a seven- six- two, the
police officer on this side
has to have a.50- caliber.
If he has a .50-caliber, you have to have a tank on
this side.
This kind of person, you can't treat them as
if they were a normal human being, okay?
Who should be
respected, who's a victim of society.
What do we have to do?
In a place where you can
keep decent people
in the community free
of the line of fire
and with everything aimed at them,
and give the police and public security officers a
legal exemption from criminal liability.
He goes in, solves the problem, if he
kills ten, fifteen, or twenty, with ten or thirty shots each,
he has to
be decorated, not prosecuted.
You see a gang here in Rio de Janeiro,
in Praça Seca, with twenty men with rifles.
How are you supposed to
treat tho-- those people?
Ask them to raise their hands, give them a little flower, or
shoot? You have to shoot.
He fired intending to kill.
Of course he fired intending to kill, for fuck's sake.
Just don't rape, kidnap, or commit
robbery- murder, and you won't
end up there, for fuck's sake.
That's it.
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Original transcript (Portuguese)
O senhor afirmou, é, que violência se combate com energia, se combate com inteligência e, palavras suas, se for o caso, com mais violência ainda. Mais violência ainda, candidato.
É, como é que o senhor acha que os brasileiros que vivem nessas comunidades dominadas por traficantes, que, que são vítimas desses tiroteios tão frequentes, como
é que elas recebem uma afirmação como essa sua? Com mais violência ainda, que eu declarei sim, isso que cê falou aí. É se o bandido lá tá com
sete meia dois atirando, o policial pro lado de cá tem que ter uma ponto cinquenta. Se ele tá com a ponto cinquenta, cê tem que ter um tanque de guerra pro lado de cá.
Esse tipo de gente, você não pode tratá-lo como se fosse um ser humano normal, tá? Que deve ser respeitado, que é uma vítima da sociedade. Nós temos que fazer o quê?
Em local que você possa deixar livre da linha de tiro as pessoas de bem da comunidade e com tudo pra cima deles,
e dar para o policial, e dar pros agentes da segurança pública, o excludente de ilicitude. Ele entra, resolve o problema, se matar dez, quinze ou vinte, com dez ou trinta tiros cada um, ele tem que
ser condecorado e não processado. Você vê bonde aqui do Rio de Janeiro na Praça Seca, com vinte homens de fuzil. Como é que cê tem que tratar esse ge-- essas pessoas?
Pedindo pra levantar as mãos, dar uma florzinha pra eles ou atirar? Cê tem que atirar. Atirou com a intenção de matar. É lógico que atirou com a intenção de matar, porra. É só você não estuprar, não sequestrar, não praticar
latrocínio que cê não vai tá lá, porra. Acabou.